O tema deste mês da Pitaya, seu clube de assinatura de calcinhas favorito, é a ousadia. Como você tem lidado com os limites que a sociedade te impõe?


Ousar é desafiar a inércia, essa força da física que afeta todos os corpos, e também todas as mentes. Afinal, é mais fácil se manter onde está, ou no caminho em que se está, do que mudar. Para as mulheres, durante muitos séculos esse foi o destino esperado: não criar caso, deixar tudo como está, aceitar que as coisas são como são. 

Se para a mulher moderna do século XXI, essa expectativa soa retrógrada e alienígena, é inegável que no meio da rotina corrida, dos afazeres amontoados, talvez nossa tendência ainda hoje seja “deixar fluir”. Mais fácil. Para que procurar sarna para se coçar? Mudar time que está ganhando? Os desafios diários já são grandes o suficiente que “ousar” não está na lista de prioridades. 

Acontece que, quase inevitavelmente, em um dado momento surge uma coceirinha no fundo da alma, clamando pelo diferente. É possível que emerja como um desejo repentino de sair do piloto automático para desbravar novos mares: bate o desespero por mudar de emprego, de profissão, de país, ou pelo menos de apartamento. Pode vir também em um afã por expressar posições firmes, defender valores que ninguém sabia que você guardava. Quando a vontade de surpreender, até a si mesma, é irrefreável, ela vence o medo, a preguiça e a vozinha insistente da autossabotagem. 

Então você ousa. E entenda que isso pode significar um zilhão de coisas. Você pode largar tudo para passar um ano fazendo trabalho voluntário ao redor do mundo. Quem sabe chegue à conclusão de que é a hora de entrar para a política? Ou no grupo de swing? Pode ser simplesmente o momento de cortar uma franja que você sempre quis ou usar aquela lingerie que você estava há tempos namorando (da Pitaya, claro!). O ato em si nem importa tanto. O fato é que você quebrou a inércia. Se movimentou, e isso é libertador.

Ao entrar no terreno da ousadia, começa a aventura por águas desconhecidas. Ninguém espera de você atitudes fora do padrão. E se sua mudança de rumos não agrada, a culpa ainda recai nos hormônios, no temperamento volúvel das mulheres. Vendem sua ousadia como irresponsabilidade. Mas não dê bola. Só você sabe o quanto se preparou para dar aquela guinada e decidir um novo rumo. Aproveite a viagem e curta a perplexidade do público a sua volta que nem imaginava do que você era capaz.

Não vou mentir que sempre dá certo. Às vezes, ousar é um ótimo caminho para quebrar a cara. Mas mesmo que tudo dê errado, você sente que fez o que tinha que fazer. Saiu do seu trilho porque estava na hora de tentar um caminho novo. Olha a força de vontade que isso requer? Se o trajeto escolhido não foi o mais exitoso, paciência. Agora você está mais resiliente para tentar mais uma vez. Agora você já escancarou seu potencial para si mesma, e isso é transformador. 

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