Ela é conhecida internacionalmente pela defesa do seu povo, do meio ambiente e dos direitos humanos. Nos seus pouco mais de 1,5 m de altura, ela é uma liderança gigante no movimento indígena. Ué, quem é essa? É Sônia Guajajara, ou Soninha, para os próximos, é uma mulher que faz história dentro do movimento indígena, e que chegou a ser candidata à vice-presidência em 2018.

1974- Infância

  • De etnia Guajajara, Sônia nasceu em 1974, em uma família de 8 filhos, na Terra Indigena Araribóia, no Maranhão. Cresceu ajudando os pais na roça, mas sabia que precisava sair dali para ajudar seu povo. 
  • Desde nova, gostava muito de ler – os livros que chegavam no vilarejo – o que lhe possibilitou sonhar com uma vida diferente. Decidiu que não casaria jovem, como era costume nas aldeias.
  • Ela cursou o ensino fundamental no sul do Maranhão, enquanto trabalhava de doméstica e de babá em casas de família. 
  • Sônia se destacou nos estudos, e, aos 15, recebeu um convite da FUNAI para cursar o ensino médio em um colégio interno em Minas Gerais, e lá concluiu o Magistério. 

1992- A saída pela educação

  • Em 1992, Soninha, como ficou conhecida entre amigos e familiares, retornou para sua terra natal, e foi trabalhar nas aldeias em um projeto de educação e saúde, dando aulas sobre os prejuízos do álcool, medidas preventivas de saúde, DST’S e drogas. Ela também atuava como professora municipal.
  • Pouco depois, ela foi convidada para um estágio de medicina alternativa no Instituto Paulista Promoção Humana, em SP, e completou o curso de auxiliar de enfermagem, enquanto trabalhava como professora na Funai. 
  • E a vida acadêmica de Sônia não parou por aí. Na medida em que ela se envolvia com o movimento indígena, ela intercalava caravanas para Brasília com mais estudos. 
  • Nesse período, ela se graduou em letras e se pós graduou em educação especial pela Universidade Estadual do Maranhão. Sônia conciliou não apenas a faculdade e o ativismo, mas também a maternidade. Ela teve 4 filhos, sendo que em 1998 perdeu a filha de 2 anos, de hepatite, que era epidemia na aldeia em que vivia na época.

2001 – Liderança indígena

  • Em 2001, Sônia participou do seu primeiro evento nacional do movimento indígena. E, desde então, ela foi passando por todas as etapas para se tornar uma liderança no movimento social. Ela começou se destacando nos fóruns regionais até chegar na articulação nacional. Hoje, Sônia é uma figura conhecida internacionalmente.
  • No Congresso Nacional, Sônia foi linha de frente contra uma série de projetos que retiravam direitos e ameaçavam os povos indígenas e o meio ambiente. Em 2010, ela entregou o prêmio Motosserra de Ouro para Kátia Abreu, à época ministra da Agricultura, em protesto contra as alterações do Código Florestal. 
  • Atualmente, Sônia tem voz no Conselho de Direitos Humanos da ONU e anualmente leva denúncias às Conferências Mundiais do Clima (COP), além de participar de sessões no Parlamento Europeu, entre outros órgãos e instâncias internacionais. 
  • Em 2017, a líder indígena ganhou os holofotes ao ser convidada ao palco de Alicia Keys durante seu  show, lotado, no Rock in Rio, para falar sobre a importância da manutenção das reservas indígenas. 
  • No dia seguinte, Sônia estava em toda a imprensa e logo recebeu uma oferta irrecusável: ser candidata na chapa de Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Foi assim que em 2018 ela se tornou a primeira mulher indígena a concorrer à vice-presidência da república.

As mulheres na liderança indígena no Brasil

  • Livros didáticos trazem os indígenas como povos do passado, o que não é verdade. Os indígenas não são só aqueles que estão na aldeia. Hoje eles são quase 1 milhão de pessoas, de 305 etnias diferentes, que ocupam todos os lugares possíveis dentro da sociedade, inclusive dentro da política partidária (atualmente há uma deputada federal indígena!)
  • Apesar da cultura ainda machista dentro das comunidades, a rede de mulheres indígenas tem sido crescentemente fortalecida nesse movimento, e o protagonismo de Sônia é reflexo disso.  Segundo ela “A pauta indígena é indissociável da pauta ambiental e dos direitos humanos. Nós mulheres temos sensibilidade para articular essa luta conectando todos esses temas. Somos protagonistas na sensibilização mundial sobre a importância da mãe terra.” 

Esse texto é  da Pitaya, a primeira assinatura de calcinhas e sutiãs do Brasil.

Mais do que uma assinatura, uma comunidade de mulheres empoderadas.

Afinal mulheres modernas merecem ser cuidadas, e bem estar começa na intimidade.

Ficou curiosa? Confere como funciona aqui e se tiver qualquer dúvida fale com a gente por aqui.

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