Ela começou fazendo shows no Rei do Bacalhau, em Duque de Caxias, e hoje coleciona sucessos internacionais. Antes de completar 30 anos, já se tornou uma das brasileiras mais famosas de todos os tempos fora do país , levando o funk do Brasil para audiências globais. Ué, quem é essa? É lógico que é Anitta, ou melhor “Anira”, a jovem da favela que se tornou artista de referência, cantando em vários idiomas e estourando no mundo todo.

Infância e juventude

•Larissa Machado nasceu na Favela do Brinquedo, em Honório Gurgel, subúrbio na zona norte do Rio de Janeiro. Até hoje, sempre que tem oportunidade, a artista, hoje conhecida por todos como Anitta, lembra de onde veio. Anitta é filha de uma costureira paraibana e de um vendedor de bateria de carros mineiro, e irmã caçula de Renan, que viria a ser seu sócio e produtor. •Aluna exemplar, Anitta era competitiva nos estudos – a melhor da turma – e caprichava nos idiomas estrangeiros. Além de estudar em uma escola pública que ensinava italiano, a mesada que ganhava do pai ia para o cursinho de inglês. Ou seja, já estava se preparando para ser uma diva international, né, amores? •As cantorias começaram desde cedo, quando a menina empunhava um microfone imaginário e saía fazendo shows pela casa. Mais tarde, ingressou no coral da igreja católica, que os avós maternos frequentavam. Ah, ela também já dançava, e com 15 anos teve seu primeiro emprego como professora de dança de salão para iniciantes. •Ao mesmo tempo em que começava a postar na internet seus vídeos cantando e dançando, Anitta ingressou em uma escola técnica de administração, pela qual conseguiu um estágio na mineradora Vale do Rio Doce. Mas aos 17 anos largou tudo, pois havia sido descoberta como artista!

Show da poderosa

•Quem percebeu o talento de Anitta, em 2010, foi a produtora musical Furacão 2000 – basicamente a gravadora responsável pela popularização do funk no Brasil, que promoveu desde o Bonde do Tigrão até Tati Quebra Barraco. •Foi nessa época que Larissa virou oficialmente Anitta, até para os familiares. O nome artístico foi adotado em referência à série da Globo, protagonizada por Mel Lisboa, “Presença de Anita”. Tudo para passar a ideia de jovem sensual. •Com o grupo Furacão, a cantora lançou sua primeira música na rádio, e se tornou figurinha conhecida no “Rei do Bacalhau”, restaurante de Duque de Caxias que promovia bailes funk. Em 2012, Anitta fez sua primeira aparição na TV, em um programa do SBT em que ela cantava dentro de um copo de cerveja, enquanto jogavam trigo, água, colarinho e malte na sua cabeça. Super elegante! •Mas o jeitinho cativante de cantar (mesmo em condições adversas!) conquistou a empresária Kamilla Fialho, que pagou uma multa de mais de 200 mil reais para quebrar o contrato de Anitta com a Furacão. Sozinha, Fialho pagou para produzir o clipe de “Meiga e Abusada”, que seria o primeiro sucesso nacional da cantora. O clipe foi gravado em Los Angeles, e a música foi até parar na novela da Globo. •Daí em diante Anitta teve um sucesso atrás do outro. Em 2013 foi para o topo das paradas com Show das Poderosas, e seguiu bombando com hits como Não para, Menina má, No meu talento, Deixa ele sofrer, Bang e Essa mina é louca. •Já de olho na projeção internacional, em 2014, Anitta fundou a empresa Rodamoinho e começou a gerenciar a sua própria carreira. A gestão da artista provou-se um sucesso de marketing, com foco na versatilidade e na habilidade em fazer parcerias. O uso das redes sociais também foi certeiro!

“Anira”, uma diva internacional

•Como em tudo em sua vida, a carreira internacional de Anitta foi fruto de muito estudo e planejamento. Pelo menos desde 2015, ela começou a usar seus dias livres para fazer reuniões com gravadoras gringas nos mercados que queria atingir. •Enquanto isso, no Brasil, ela ia acostumando o público às tendências internacionais. Aos poucos, foi emplacando seus trabalhos em parceria com cantores estrangeiros. Mas nem sempre foi fácil. Anitta conta que reinserir o espanhol nas rádios brasileiras foi uma luta, porque havia muita resistência às músicas em outros idiomas, mesmo que fosse só um trecho da canção! Mas não teve jeito, o público foi se apaixonando pelos reggaetons desenvolvidos em parceria com outros cantores latino americanos, e que, para Anitta, é tipo uma versão do funk brasileiro. •De parceria em parceria, de “feat” em “feat”, Anitta foi mostrando para o mundo a que veio. Passou a cantar em inglês também, e foi sendo cada vez mais conhecida pela audiência internacional. Ao mesmo tempo em que a artista seguiu promovendo parcerias com artistas brasileiros, trabalhou em produções com grandes nomes como Madonna e Black Eyed Peas. •Que a cantora já fazia muito sucesso internacionalmente, isso era fato. Mas 2022 está sendo o ano da consagração. Com a música “Envolver”, cantada em espanhol, Anitta foi a primeira brasileira a alcançar o topo do ranking de músicas tocadas no Spotify do mundo todo. A canção ficou em primeiro lugar por três dias em abril! •Em setembro, Anitta foi a primeira brasileira convidada a cantar na premiação Video Music Awards (VMA), da MTV. Além de se apresentar com “Envolver”, a cantora ainda aproveitou para dar uma palhinha de funk brasileiro no fim da apresentação. Ah, e detalhe, ela também venceu a categoria Melhor Latina pelo hit global, outro marco inédito para uma brasileira.

Determinada e posicionada

•Anitta é conhecida por ser super profissional e dedicada, ela mesma organiza sua carreira, gosta de dirigir seus clipes, não chega atrasada para nada e cumpre todos os compromissos. E ela entende que dentre suas obrigações como artista está se posicionar politicamente. •Além da bandeira do funk, que ela defende internacionalmente, Anitta se coloca a favor da liberdade sexual e repetidamente contra Bolsonaro. Em 2018, ela repercutiu com força o “Ele Não”, criticou diversas medidas do governo e, em 2020, ela promoveu algumas lives com sua amiga Gabriela Priolli para disseminar informações básicas sobre as estruturas políticas do Brasil. •Em 2022, ela já reafirmou em diversas circunstâncias seu voto no Lula nas eleições presidenciais, usando das suas redes para promover o candidato (mesmo sem ser petista, segundo ela). Seu vestido vermelho para receber o prêmio no VMA, inclusive, ela conta que tinha caráter político.

Esse texto é  da Pitaya, a primeira assinatura de calcinhas e sutiãs do Brasil.

Mais do que uma assinatura, uma comunidade de mulheres empoderadas.

Afinal mulheres modernas merecem ser cuidadas, e bem estar começa na intimidade.

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