Conhecida pelos cabelos loiros, pela paixão pelos glitters e paetês, ela fez história na indústria do entretenimento nacional. Afetiva com o seu público e com todos à sua volta, ela aproveitou do seu talento com as câmeras e com a audiência, para defender ideias à frente de seu tempo. Ué, quem é essa? É Hebe Camargo, uma mulher que estudou até a quarta série, mas que com a sua espontaneidade se tornou a apresentadora de TV mais amada do Brasil.

O talento dos shows de calouros

  • Uma das mulheres mais icônicas do Brasil veio ao mundo dando sinais do seu destino: Hebe Camargo nasceu em um dia 8 de março! Foi em Taubaté, interior de São Paulo, em uma família humilde. Era a caçula de 7 filhos. 
  • A música, seu primeiro talento, veio de berço: seu pai era violinista profissional, e a mãe tocava piano. Como o trabalho do pai era executar as trilhas sonoras nas sessões de cinema mudo, com a chegada dos filmes falados, as vacas ficaram magras para a família Camargo.
  • Em busca de mais oportunidades, mudaram-se para São Paulo, quando Hebe tinha uns 13 anos. A menina chegou a trabalhar como faxineira, mas logo descobriu os shows de calouros.
  • As rádios da época promoviam campeonatos de talentos, oferecendo prêmios em dinheiro. Foi assim que a garota, com a sua voz e seu carisma, começou a ajudar no sustento da família. Ela largou a escola, que havia cursado até a quarta série, para dedicar-se às apresentações. E geralmente ficava em primeiro lugar!
  • Nesse começo da carreira como cantora, ela cantava de tudo. Chegou até a montar uma dupla caipira com a irmã, mas quem brilhou mesmo foi Hebe. Aos 17 anos, ela gravou seu primeiro disco, e começou a ficar conhecida como “moreninha do samba”.

Com a TV, nasce uma estrela

  • Mas a história de Hebe, loira e sorridente como a conhecemos, começou em 1950, com o surgimento da televisão brasileira. Hebe literalmente viu a TV chegar ao Brasil: ela participou da comitiva que acompanhou a chegada dos equipamentos no porto de Santos!
  • Apesar de ter participado da fase experimental da TV Tupi, consideraram que ela ficava muito “feinha” sob as câmaras, e acabou não entrando no elenco da TV. Foi só em outra emissora, quando um apresentador de um programa semanal de 15 minutos ficou doente, que Hebe, designada como substituta dele, teve a oportunidade de brilhar. 
  • Nessa ocasião, ela estabeleceu um contato direto com o público instantâneamente. Aceitou ligações da audiência e chamou seus telespectadores pelo nome. Foi um sucesso! O anunciante gostou, e ela passou a comandar o programa.
  • Identificada pelo seu talento gigantesco para lidar com o público, ela foi chamada para apresentar o primeiro programa de mulheres da televisão brasileira, em 1955: “O mundo é das mulheres”. Foi com esse show que ela ganhou seu primeiro prêmio, de muitos que viriam, como apresentadora.
  • Daí em diante a carreira de cantora ficou em segundo plano, enquanto sua audiência crescia! 
  • Seus programas de auditório seriam temporariamente interrompidos apenas em 1964, quando ela casou com seu primeiro marido, e eles tiveram Marcello. A pedido do esposo, ela abdicou de um contrato de TV para ser dona de casa e cuidar do filho.  A independência financeira de Hebe pesou na relação, e 6 anos mais tarde o casal divorciou-se.

O sofá da Hebe

  • Hebe ficou conhecida pela sua capacidade de deixar seus convidados à vontade nos seus programas de entrevista, pelo seu carinho com todos, e pela sua genuinidade. Sempre muito séria com seu trabalho, ela era muito pontual e dedicada, ao mesmo tempo que era carinhosa com todos à sua volta. 
  • Em 1980, em um momento de inflexão importante da sua carreira, Hebe assinou o contrato com o SBT, emissora que seria sua casa por 25 anos. Aí ela atingiria seus recordes de audiência, comparáveis às novelas da Globo, e constituiria sua fortuna – muito investida em joias extravagantes que ela amava.
  • Hebe gostava que as coisas fossem sempre do seu jeitinho. Fazia questão de fazer programas ao vivo e de convidar quem ela quisesse. Atores, cantores, políticos, jogadores de futebol, celebridades nacionais e internacionais, de diferentes raças, credos e orientações sexuais, todos cabiam no sofá dela. E todo mundo que você possa imaginar passou por ele!
  • Em um Brasil recém saído da ditadura, Hebe não deixava de expressar suas opiniões. Nos seus programas, ela se pronunciava contra a classe política e a situação econômica do país, assim como defendia as pautas LGBT. Por isso, acabou sofrendo com a censura, ainda vigente de forma velada.

Uma mulher à frente do seu tempo

  • Durante toda a sua carreira, além de no SBT,  Hebe encantou o público na TV Tupi, TV Bandeirantes, Rede Record, SBT  e na RedeTV!. 
  • O programa dela sempre foi disputado entre as emissoras. Com seu carisma e espontaneidade, Hebe lograva ao mesmo tempo expressar opiniões fortes e ser amada pelo público. 
  • Em 1987, a apresentadora foi convidada para o programa Roda Viva, da TV Cultura, onde ela quebrou vários tabus da época. Revelou que havia feito um aborto aos 18 anos, que apoiava sua descriminalização, e também defendeu a comunidade LGBT+ (pauta tradicional dela!). Hebe nunca deixou de se posicionar, e sempre foi amada e respeitada por isso.
  • Em 2010, descobriu um câncer, e apesar de ter sido considerada curada, em 2012 a doença reincidiu. Hebe faleceu aos 83 anos, deixando um legado de autenticidade para entretenimento nacional, uma referência para todas as mulheres da sua geração e das próximas.

Esse texto é  da Pitaya, a primeira assinatura de calcinhas e sutiãs do Brasil.

Mais do que uma assinatura, uma comunidade de mulheres empoderadas.

Afinal mulheres modernas merecem ser cuidadas, e bem estar começa na intimidade.

Ficou curiosa? Confere como funciona aqui e se tiver qualquer dúvida fale com a gente por aqui.

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