O tema deste mês da Pitaya, seu clube de assinatura de calcinhas favorito, é um clássico: Carnaval. A festa faz parte do imaginário brasileiro: cinco dias, no auge do calor tropical, dedicados inteiramente às fantasias, de todos os tipos. Os adereços divertidos e espalhafatosos – que acompanham roupas minimalistas – se misturam aos mais curiosos impulsos carnais. Haja purpurina!

Historicamente esses festejos pagãos serviram justamente para anteceder a quaresma católica, que é aquele período cheio de restrições e penúrias até a páscoa. Atualmente, o feriadão é a última chance de aproveitar ao máximo as delícias do verão antes de voltar para a dura realidade da vida quotidiana (com roupas e sem álcool). Depois da quarta-feira de cinzas, seja você uma fênix ou não, o ano oficialmente começa no Brasil, e você vai precisar trabalhar. Sinto muito, amiga. Então melhor aproveitar bem o carnaval, né?

Nessa onda de gozar ao máximo, os dias profanos parecem ser os que chegam mais próximos ao folclórico “dia da purgação”, sugerido em algumas ficções distópicas: a impunidade vira lei por algumas horas, e todos estão livres para satisfazer seus desejos inconsequentemente. 

Para aquelas que levam o carnaval a sério, o período é a oportunidade do ano para materializar os desejos mais recônditos, que serão extravasados sem hesitação depois de uma(s) garrafa(s) de Corote. A tiara com orelhas já dá sinais que a tigresa dentro de você está pronta para sair, no melhor estilo fera frenética. A intimidade vira pública e o público todo vira íntimo, compartilhando axé, suor e cheiro de urina.

Mas não se engane: viver essa extravagância toda exige esforço físico e mental. Seja na micareta, no camarote ou no bloquinho de rua, você vai precisar estar pronta para todo esse deleite. Se você quer ter a experiência de ultrapassar as barreiras civilizacionais, você vai ter que acordar cedo e dormir tarde, pular muito e ficar de pé por horas a fio (mesmo que desconheça as músicas do trio elétrico) e beber álcool em doses cavalares para aguentar o tranco.

Seu corpo vai pagar um preço alto e, dependendo da sua idade, a ressaca pode ser (ou parecer) fatal. Mas você vai ter vivido uma experiência antropológica sem igual. Vai ter pertencido à turba, se imiscuído a todo tipo de gente e sido uma versão de si mesma que talvez nem você conhecesse. E ainda que você não esteja em momento de explorar o flerte (ou sexo) casual (ou grupal), ou esteja em uma relação monogâmica que não comporte a libido coletiva de um carnaval, você pode se divertir só observando a energia caótica de tanta gente junta. A alegria não contida é contagiante.  

Não vou dizer que é uma festa para todas, nem para todo ano. Algumas de nós simplesmente prefere usar os cinco dias livres para fugir para uma montanha bem afastada e ler um livro. E está tudo certo. Outras podem ter tido experiências carnavalescas tão intensas na juventude que foram mais do que suficientes para nutrir a alma de liberdade por um longo período (pelo menos até a próxima crise de meia idade!). Mesmo as mais carnavalescas podem simplesmente não estar dispostas a entrar no clima esse ano. Faz parte!

Mas se você está na dúvida se vai se entregar para a euforia do prazer compartilhado, então tem um lado seu que quer viver tudo isso. Bora carnavalizar?

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